Author: Bessie Porter

  • Sincronização multicanal: o desafio de manter a promessa de marca em todos os pontos de contato

    Facebook Marketplace: saiba como funciona

    Manter o estoque alinhado enquanto se opera em múltiplos canais deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma questão de sobrevivência básica no varejo digital. Quando um cliente navega pelo seu site, vê um item disponível, mas recebe um e-mail de cancelamento horas depois porque o mesmo produto foi vendido via marketplace, a quebra de confiança é imediata. A promessa de marca, trabalhada com tanto esforço no marketing, desmorona diante de uma falha operacional simples.

    A fragilidade da gestão fragmentada

    Muitos lojistas iniciam a operação com sistemas isolados: uma planilha de estoque, um painel de marketplace e uma plataforma de e-commerce que não conversam entre si. Esse modelo, baseado em processos manuais ou integrações precárias, gera o chamado “estoque fantasma”. O problema não é apenas a venda indevida, mas o custo oculto da ineficiência. Equipes perdem horas conciliando saldos e corrigindo pedidos, tempo que deveria ser investido em estratégias de crescimento e análise de métricas.

    A sincronização multicanal exige que o fluxo de dados seja instantâneo. Se um pedido entra pelo checkout da sua loja, o ERP deve atualizar automaticamente o saldo disponível para todos os outros canais. Plataformas como o Magazord solucionam esse gargalo ao integrar loja virtual, ERP, pagamentos e logística sob o mesmo teto. Essa unificação não é apenas uma conveniência técnica; é a espinha dorsal que sustenta a escalabilidade. Sem um sistema centralizado, cada novo marketplace adicionado ao portfólio aumenta exponencialmente o risco de erro humano e fricção no atendimento.

    O impacto da experiência no lifetime value

    A experiência do usuário (UX) vai muito além da interface do site. Ela reside na precisão da entrega e na transparência das informações durante toda a jornada. Quando a operação é multicanal, o cliente espera que a marca seja uma só. Se ele compra pelo Instagram, mas precisa de suporte pelo WhatsApp ou quer realizar uma troca via e-commerce, o histórico desse usuário deve ser acessível.

    A falta de uma visão única do cliente impede a personalização. Sem a integração dos dados de vendas, as estratégias de marketing digital tornam-se genéricas. Por outro lado, quando o sistema centraliza o comportamento do comprador, é possível implementar ações de recuperação de carrinho, ofertas baseadas no histórico de compras e uma comunicação omnichannel coerente. A fidelidade não nasce de promessas de marketing, mas da consistência entre o que o cliente vê e o que ele recebe na porta de casa.

    Estrutura operacional como vantagem estratégica

    Para escalar, é necessário desvincular o crescimento da complexidade operacional. O varejista que cresce centralizando processos consegue destinar mais recursos à análise de KPIs e à otimização de conversão, em vez de apagar incêndios causados por pedidos extraviados ou estoques desatualizados.

    Considere o cenário de uma campanha de Black Friday: o volume de acessos e transações simultâneas em diversos canais é o teste definitivo para a infraestrutura. Se os sistemas não possuem uma integração robusta, a falha é inevitável. Uma operação bem estruturada permite que o lojista foque na experiência de compra, delegando a complexidade da logística, integração com transportadoras e gestão de pedidos para uma tecnologia que garanta a precisão dos dados.

    A promessa de marca é um compromisso de entrega. Se a tecnologia não for capaz de acompanhar a velocidade da demanda, a marca perde sua relevância no mercado. O sucesso multicanal, portanto, não depende apenas de quanto você consegue vender em diferentes vitrines, mas de quão bem você consegue honrar o que foi vendido em cada uma delas. A eficiência operacional é o que permite que a promessa feita no anúncio se transforme na satisfação de um cliente que recebe o produto certo, no prazo correto e sem surpresas negativas.

  • A bússola do paciente: entendendo quando buscar uma segunda opinião especializada

    Você já saiu de uma consulta odontológica se sentindo um pouco perdido, com um plano de tratamento complexo na mão e uma dúvida martelando na cabeça sobre se aquele era realmente o melhor caminho? Isso acontece com muito mais gente do que você imagina. A odontologia avançou tanto nos últimos anos que é natural que existam diferentes abordagens para resolver o mesmo problema. A questão é saber quando é hora de buscar um novo olhar. O peso da complexidade no plano de tratamento Muitas vezes, a necessidade de uma segunda opinião surge quando o diagnóstico envolve procedimentos invasivos ou de alto custo.

    Imagine que você foi a um consultório e o profissional indicou a extração de um dente que, na sua percepção, ainda parece sólido, sugerindo um implante dentário em seguida. Ou, quem sabe, você recebeu uma indicação de canal para um dente que, até ontem, não apresentava dor aguda. Nesses momentos, não é uma questão de desconfiar da competência do seu dentista, mas sim de entender que a odontologia não é uma ciência de resposta única. Se o tratamento proposto for irreversível — como o desgaste de dentes saudáveis para a colocação de facetas ou lentes de contato dental — parar, respirar e ouvir outra perspectiva é um ato de responsabilidade com a sua própria saúde.
    Telefones de clinica Odontologica balneario camboriu
    Um especialista em outra área, como um periodontista ou um protesista, pode avaliar nuances que talvez tenham passado batidas em um exame clínico inicial. A diferença entre insegurança e cautela É importante distinguir a busca por uma segunda opinião daquela dúvida ansiosa que aparece antes de qualquer procedimento simples. Se o seu dentista de longa data sugere uma restauração em uma cárie pequena, o histórico clínico que ele possui sobre o seu sorriso vale muito. A confiança construída ao longo dos anos é um ativo valioso.

  • Entendendo a terapia-alvo: a precisão cirúrgica aplicada ao nível molecular

    Lembro-me de uma paciente que atendi há dois anos. Ela chegou ao consultório com o resultado de uma biópsia de câncer de pulmão em mãos. Estava visivelmente abalada, esperando ouvir que o próximo passo seria uma quimioterapia agressiva, com todos aqueles efeitos colaterais que ela via em filmes e histórias de conhecidos. Quando explicamos que, graças a um exame de biomarcadores que fizemos no tecido do tumor, descobrimos uma mutação específica que poderia ser tratada com uma terapia-alvo oral, a expressão dela mudou. Não era a cura mágica, mas era uma mudança de paradigma: um tratamento desenhado para atacar o “defeito” da célula cancerígena, poupando boa parte do tecido saudável ao redor.

    O conceito de precisão na biologia molecular Diferente da quimioterapia tradicional, que funciona como uma via de mão única agindo sobre todas as células que se dividem rapidamente — o que inclui o cabelo, as células do trato digestivo e da medula óssea —, a terapia-alvo atua como uma chave em uma fechadura. O câncer, em muitos casos, cresce porque possui alterações genéticas específicas, como mutações ou superexpressão de certas proteínas que enviam sinais ininterruptos para a célula se multiplicar. A terapia-alvo busca identificar esses sinais. Se o tumor depende de uma proteína específica para sobreviver, o medicamento é projetado para bloquear exatamente essa proteína. É o que chamamos de medicina de precisão.

    Em vez de uma abordagem sistêmica que “bombardeia” o organismo, temos uma intervenção focada no mecanismo de sobrevivência daquela lesão específica. A importância dos testes de biomarcadores Não podemos falar de terapia-alvo sem mencionar o papel fundamental dos exames moleculares. Hoje, não tratamos o câncer apenas pelo seu “endereço” anatômico — como pulmão, mama ou intestino. Tratamos o câncer pela sua assinatura molecular. tratamentos oncológicos consulta Dr daniel Musse

  • Cartografia de um domingo: onde os curitibanos encontram o refúgio na própria cidade

    Você acorda em um domingo com aquela vontade de sair da rotina, mas a ideia de planejar um deslocamento longo e estressante parece um obstáculo intransponível. A verdade é que, entre a neblina matinal e o café na mão, o curitibano médio muitas vezes se sente confinado pelo próprio ritmo urbano, esquecendo que o refúgio não exige milhas aéreas, apenas o deslocamento correto para o lado certo da Serra do Mar. O silêncio do Jardim Botânico e o desenho da cidade O erro mais comum de quem busca um domingo revigorante é tentar abarcar todos os pontos turísticos em poucas horas.

    Quando você ignora o fluxo e escolhe um único ponto, a experiência muda. O Jardim Botânico, por exemplo, deixa de ser apenas uma foto para o Instagram e vira uma aula de urbanismo. Sentar no gramado, observando a simetria da estufa que homenageia o estilo Art Nouveau, permite entender por que Curitiba respira através de seus parques. Se o objetivo é fugir do barulho, o segredo é chegar antes das dez da manhã, quando o movimento das famílias ainda está ganhando fôlego e o orvalho sobre as plantas nativas cria uma atmosfera quase silenciosa. Seguindo a lógica do planejamento, muitos acabam esquecendo que o Parque Tanguá, com sua pedreira recuperada e o mirante que abraça o pôr do sol, oferece uma perspectiva que poucos centros urbanos conseguem replicar.

    Ali, a arquitetura dialoga com a natureza de forma bruta, lembrando que a cidade foi moldada tanto por mãos humanas quanto pela necessidade de preservação. Do trilho à mesa: a descida para o litoral Para quem busca uma imersão completa, a solução logística mais inteligente é o passeio de trem que atravessa a Serra do Mar. Esqueça o trânsito da BR-277. A experiência ferroviária, que leva cerca de quatro horas entre a estação de Curitiba e Morretes, é o antídoto perfeito para o cansaço mental. Você atravessa pontes centenárias e túneis escavados na rocha, vendo a Mata Atlântica mudar de cor conforme a altitude diminui. Curitiba Travel lapa pr fazer passeio

  • Um corretor de imóveis comerciais também pode economizar dinheiro

    Não apenas a maior parte de suas taxas é paga pelo proprietário ou vendedor de imóveis, mas sua experiência como negociador provavelmente também economizará dinheiro em seu aluguel (às vezes até vários milhares de dólares). Às vezes, tudo se resume a quem você conhece. Os corretores comerciais têm acesso a grandes redes no setor imobiliário, cada uma das quais pode ser um aliado bem-vindo para o seu empreendimento.

    Essa rede pode incluir corretores adicionais, agiotas, inspectores imobiliários, empreiteiros, antigos inquilinos e proprietários e até investidores imobiliários. Quanto maior a variedade da rede, maior o potencial que você terá para conexões significativas. Embora seu conhecimento de mercado possa ser forte, não há como superar o conhecimento profundo de um corretor de imóveis comerciais experiente. Este conhecimento inclui regras e regulamentos locais e nacionais, tendências atuais do mercado, informações sobre preços e muito mais.

    kitnet aluguel asa sul df

    Esse conhecimento agregado permitirá que você e sua equipe antecipem tendências e oportunidades, fiquem à frente da concorrência e até mesmo reduzam o tempo e o dinheiro gastos na pesquisa de temas imobiliários. Manter o controle sobre as complexidades do seu aluguel de imóveis comerciais é outra tarefa demorada que um corretor pode tirar do seu prato. Eles podem gerenciar todos os arrendamentos dos quais você faz parte e garantir que você seja informado sobre quaisquer alterações que possam ocorrer. Eles também irão lembrá-lo de datas e prazos importantes e até mesmo cuidar de quaisquer renegociações de aluguel que possam surgir.

     

  • Arquitetura para o crescimento: Como sistemas escaláveis sustentam a expansão sem o caos operacional

    Lembro-me vividamente de uma conversa que tive com o fundador de uma distribuidora de médio porte há alguns anos. Ele estava exausto. O faturamento tinha dobrado em dezoito meses, o que deveria ser motivo de celebração, mas os olhos dele mostravam outra coisa: o pânico de quem sente o chão cedendo. “A sensação”, ele me disse, “é que estamos tentando pilotar um Boeing usando o painel de um Fusca”. O que ele vivia é o clássico “paradoxo do crescimento”. Muitas empresas morrem não por falta de vendas, mas por excesso delas sem a estrutura necessária para sustentar a carga. É o que chamo de crescimento por espasmos, onde cada novo pedido gera um pequeno incêndio no estoque, uma briga no financeiro e um atraso na expedição. O momento em que o Excel deixa de ser herói No início, toda empresa é movida pelo heroísmo individual e planilhas de Excel brilhantemente articuladas. Mas planilhas não conversam entre si. Elas são ilhas de informação. Quando a operação ganha volume, o custo invisível do erro humano e da redigitação de dados começa a corroer a margem de lucro. Certa vez, auditei uma indústria que perdia cerca de 15% da sua matéria-prima simplesmente porque o setor de compras não tinha visibilidade em tempo real do que a produção estava consumindo.

    Melhor Sistema Erp

    O “sistema” era um quadro branco e o grito do encarregado no pátio. Eles tentavam escalar contratando mais gente, mas o caos apenas ganhava mais vozes. A solução não era braçal; era arquitetural. A espinha dorsal da escalabilidade Construir uma arquitetura escalável significa trocar a improvisação por processos rastreáveis e automatizados. É aqui que o ERP (Enterprise Resource Planning) deixa de ser um custo de TI e se torna o sistema nervoso central da companhia. Imagine uma engrenagem onde, no momento em que o vendedor fecha um pedido no CRM, o sistema automaticamente verifica o estoque, reserva o lote, gera a ordem de produção (se necessário) e já sinaliza para o financeiro a data prevista de fluxo de caixa. Sem e-mails, sem planilhas paralelas, sem “achismos”. A verdadeira transformação digital não é sobre usar ferramentas modernas, mas sobre a integração absoluta entre os departamentos. Quando os dados fluem sem atrito: O estoque deixa de ser um buraco negro: Você sabe exatamente o que tem, o que precisa e o que está parado. A tomada de decisão torna-se cirúrgica: Em vez de olhar para o retrovisor, o gestor olha para dashboards de Business Intelligence (BI) que mostram tendências antes que elas se tornem problemas. A operação torna-se replicável: Se você abrir uma nova filial amanhã, o processo é o mesmo. Isso é escalabilidade. O custo do silêncio operacional Trabalhei com uma rede de varejo que quase colapsou porque o comercial vendia itens que o sistema indicava como disponíveis, mas que fisicamente já tinham sido despachados. O resultado? Cancelamentos em massa, multas contratuais e uma reputação manchada. O “caos operacional” é silencioso até que se torna ensurdecedor.

  • O Mito da Perfeição: Como o MVP Transforma Hipóteses em Negócios de Verdade

    Ricardo estava sentado em uma cafeteria barulhenta, encarando a tela do notebook com uma mistura de exaustão e pânico. Ele havia passado os últimos oito meses trancado em um escritório improvisado, investindo cada centavo de sua reserva e centenas de horas refinando o “app perfeito”. O design era impecável, as animações eram fluidas e ele tinha certeza de que a Inteligência Artificial integrada resolveria a vida de qualquer gestor de frotas. Naquela manhã, ele finalmente apertou o botão de “lançar”. Duas semanas depois, o resultado: três downloads, sendo dois de amigos próximos e um de sua mãe. O que aconteceu com Ricardo é o erro clássico que drena o caixa de startups promissoras e sufoca a inovação corporativa antes mesmo dela respirar.

    Ele se apaixonou pela solução, mas esqueceu de validar o problema. O mito da perfeição é o maior inimigo da escala. Enquanto ele polia botões, o mercado mudava, e os potenciais clientes continuavam resolvendo suas dores com planilhas de Excel mal feitas, simplesmente porque ninguém lhes ofereceu algo que resolvesse o cerne da questão de forma simples e imediata. Um MVP (Produto Mínimo Viável) não é, ao contrário do que muitos pensam, um produto “capado” ou malfeito. É a menor versão de uma ideia que permite testar uma hipótese de negócio. Imagine que você quer criar um serviço de entrega de refeições ultra-personalizadas via IA.
    https://49educacao.com.br/intraempreendedorismo/
    Em vez de contratar uma equipe de desenvolvedores para criar um ecossistema complexo, o seu MVP poderia ser um simples formulário no WhatsApp onde você faz a curadoria manualmente. Por que essa abordagem é superior? Velocidade de aprendizado: Você descobre em 48 horas se as pessoas realmente querem o que você está vendendo, e não em 8 meses. Preservação de capital: O dinheiro que Ricardo gastou em design poderia ter sido usado em tráfego pago para testar diferentes propostas de valor. Flexibilidade: É muito mais fácil mudar de direção (o famoso pivot) quando você tem 10 linhas de código do que quando tem 10 mil.

  • Herança ou fardo? A importância da diligência jurídica antes da assinatura do contrato

    Apartamento à venda no centro em Curitiba

    Você já se imaginou assinando a escritura da casa dos seus sonhos para, seis meses depois, receber uma intimação judicial informando que o imóvel será penhorado por uma dívida trabalhista do antigo proprietário? Esse cenário, que parece saído de um filme de suspense jurídico, é mais comum do que a maioria dos compradores e investidores gostaria de admitir. No entusiasmo de fechar um “negócio de ocasião” ou de garantir aquela unidade disputada em um lançamento imobiliário, a análise técnica da documentação acaba sendo relegada a um segundo plano, transformando o que deveria ser um patrimônio sólido em um passivo interminável. A segurança jurídica não é um detalhe burocrático; é o alicerce de qualquer transação no mercado imobiliário. Quando falamos em diligência jurídica — ou o termo técnico due diligence — estamos tratando de um processo investigativo que vai muito além de verificar se o IPTU está em dia. Trata-se de dissecar a vida pregressa do imóvel e, crucialmente, dos seus vendedores. O perigo oculto na certidão de matrícula Muitos acreditam que uma matrícula “limpa” é garantia de paz. Ledo engano. A análise precisa ser tridimensional. Imagine um cenário real: um investidor adquire um imóvel comercial de uma empresa que aparenta excelente saúde financeira. A matrícula não apresenta ônus ou gravames. Contudo, a empresa vendedora responde a processos milionários em outros estados que ainda não foram averbados na matrícula do imóvel em questão. Se o juiz entender que a venda foi uma tentativa de dilapidar patrimônio para evitar o pagamento de credores, essa transação pode ser caracterizada como “fraude à execução”. O resultado? O comprador perde o imóvel e fica com o prejuízo, restando-lhe apenas o direito de tentar cobrar o vendedor em uma batalha judicial que pode durar décadas. Para evitar esse tipo de “fardo”, a investigação deve contemplar: Certidões de feitos ajuizados: Pesquisas em tribunais estaduais, federais e trabalhistas em todos os domicílios onde o vendedor residiu ou manteve negócios nos últimos dez anos. Análise da cadeia sucessória: Verificar se as vendas anteriores foram regulares, especialmente em casos de heranças, partilhas e inventários complexos. Regularidade edilícia: Confirmar se a metragem real do imóvel condiz com o que está registrado na prefeitura e no cartório. Reformas não averbadas podem gerar multas pesadas e impedir o financiamento imobiliário. A falsa economia de pular etapas Existe uma pressão psicológica inerente ao mercado: corretores de imóveis e imobiliárias, focados no fechamento da venda, muitas vezes minimizam riscos para não “esfriar” o negócio. O comprador, por sua vez, hesita em gastar com assessoria jurídica especializada, enxergando isso como um custo extra. No entanto, o valor de uma consultoria preventiva representa uma fração ínfima do valor total do imóvel. É o seguro que garante que aquele investimento servirá como base para o planejamento patrimonial da família, e não como uma fonte de estresse e perda de capital. Além disso, o impacto de uma documentação falha se reflete diretamente na valorização imobiliária. Um imóvel com “nó” jurídico é um ativo ilíquido. No momento de uma revenda futura, o próximo comprador — se for bem assessorado — identificará o problema e exigirá um deságio agressivo ou simplesmente desistirá da compra. O mercado imobiliário é um dos portos mais seguros para o capital, mas ele não tolera o amadorismo. A diferença entre herdar um patrimônio próspero ou um problema jurídico crônico reside na capacidade do comprador de pausar o impulso emocional e exigir uma análise técnica profunda antes da primeira gota de tinta tocar o contrato.

  • Do projeto ao registro: desmistificando a burocracia que protege e organiza o mercado imobiliário

    Opções de Casa aluguel atibaia Remax Brasil

    Ricardo encarava a pilha de papéis sobre a mesa de mogno do tabelionato com uma mistura de ansiedade e cansaço. Ele estava prestes a assinar a escritura do seu primeiro imóvel para investimento, um estúdio Garden em um bairro que prometia valorização acelerada nos próximos cinco anos. “Precisa mesmo de tudo isso?”, ele perguntou ao corretor, enquanto folheava as certidões negativas e o histórico da matrícula. A resposta que recebeu não foi apenas um “sim” protocolar, mas uma aula sobre o que sustenta a segurança jurídica de qualquer transação no Brasil. Muitas vezes, olhamos para a documentação imobiliária como um obstáculo, um labirinto de carimbos e taxas que parecem existir apenas para drenar nosso tempo. No entanto, essa engrenagem é o que separa um investimento sólido de um pesadelo jurídico. Sem o rigor do Registro de Imóveis, o mercado seria um terreno fértil para duplicidade de vendas e fraudes que destruiriam o patrimônio de famílias inteiras. O DNA do Imóvel: A Matrícula Imagine que a matrícula é o prontuário médico e a certidão de nascimento de uma casa ou apartamento. Ali, cada transferência de propriedade, cada hipoteca ou alienação fiduciária de um financiamento imobiliário fica registrada para sempre. Quando Ricardo decidiu comprar aquele estúdio, a primeira coisa que seu corretor fez foi solicitar uma certidão de ônus reais atualizada. Se houvesse uma penhora trabalhista oculta ou uma disputa de herança não resolvida, seria esse papel que salvaria o Ricardo de um prejuízo astronômico. É nessa fase que a análise técnica profunda se torna vital: Certidões do Vendedor: Verificam se quem vende não possui dívidas que possam anular a venda (fraude à execução). Certidões do Imóvel: Garantem que não há débitos de IPTU ou condomínio acumulados. Habite-se e Averbações: Confirmam que o que está construído corresponde ao que a prefeitura autorizou. Escritura não é Registro Um erro clássico que vejo com frequência é o comprador acreditar que, ao sair do Tabelionato de Notas com a escritura pública assinada, o processo terminou. Existe um ditado no setor que todo investidor deveria tatuar no braço: “Quem não registra, não é dono”. A escritura é a manifestação da vontade das partes, mas é o ato de levá-la ao Registro de Imóveis que efetivamente transfere a propriedade. É nesse momento que o nome de Ricardo passa a figurar na matrícula como o novo proprietário. Negligenciar essa etapa para “economizar” no ITBI ou nas custas cartoriais é como comprar um carro de luxo e nunca transferir o documento: você tem a posse, mas não tem a segurança da propriedade. A valorização mora nos detalhes A burocracia também exerce um papel direto na valorização imobiliária. Um imóvel com a documentação 100% em dia — o chamado “imóvel pronto para financiar” — tem uma liquidez muito maior. Se Ricardo decidir vender daqui a três anos, ele poderá atingir o público que depende de crédito imobiliário, que hoje representa a grande fatia dos compradores residenciais. Além disso, reformas para valorização do imóvel precisam ser averbadas. Se você amplia uma casa mas não atualiza a área construída na matrícula, terá problemas na avaliação de imóveis feita pelo banco do seu futuro comprador. A harmonia entre o que existe fisicamente e o que está no papel é o que garante o preço de mercado.

  • A coreografia invisível: como o home staging manipula a percepção de valor sem dizer uma palavra

    Você já entrou em um imóvel e sentiu, em menos de dez segundos, que ele “tinha o seu jeito”? Não foi por acaso. Existe uma engenharia silenciosa por trás dessa sensação, algo que vai muito além de apenas arrumar a cama ou colocar um vaso de flores na mesa de jantar. No mercado imobiliário de alto desempenho, chamamos isso de home staging, mas, na verdade, trata-se de uma coreografia psicológica projetada para remover a fricção entre o desejo do comprador e a realidade do imóvel. O cérebro humano é péssimo em abstração espacial. Quando um potencial comprador entra em um apartamento vazio, ele não enxerga possibilidades; ele enxerga limites.

    Paredes nuas ecoam, sombras se tornam mais nítidas e cada pequena imperfeição no rodapé ganha o protagonismo de um holofote. O home staging atua como um editor visual. Ele retira o ruído — as fotos de família, a poltrona gasta que conta a história de outra pessoa — e insere uma narrativa aspiracional onde o visitante é o protagonista. A matemática da primeira impressão Muitos proprietários e corretores de imóveis cometem o erro de tratar o staging como um gasto supérfluo ou uma “decoração bonitinha”.

    A análise fria dos dados mostra o contrário. Imóveis que passam por uma preparação profissional tendem a ser vendidos até 50% mais rápido do que unidades similares “no estado”. O motivo? A redução do tempo de exposição no mercado preserva o valor de face. Quanto mais tempo um imóvel fica listado, maior é a pressão psicológica para que o vendedor aceite propostas agressivamente baixas. imobiliaria asa sul com vendas